Embaixada da Austrália
Brasil

Experiências na Austrália e no Brasil

 

Conheça historias divertidas das experiências de alguns dos nossos Facebook fans na Austrália e no Brasil!

Em 2016, a Embaixada irá publicar semanalmente as histórias de alguns dos fãs da nossa fanpage no Facebook, que contaram para nós um pouco sobre suas experiencias ao se mudarem para a Austrália, (e também alguns australianos se mudando para o Brasil!). Se você tem uma história para contar, entre em contato conosco atravez do Facebook!

E fique ligado no site para mais histórias todas as sextas-feiras!  

 

Dois anos em Melbourne para fazer o mundo melhor

Carolina tem 26 anos e foi nascida e criada em São Paulo capital. Ela se formou em Comunicação Social com habilitação para Relações Públicas pela USP, onde também fez escola de Comunicações e Artes. Durante a graduação acabou fazendo um intercambio de 1 ano no Chile: "foi uma experiencia incrivel e que me mudou muito. Foi a primeira vez que eu saí do Brasil, então a experiência abriu muito a minha mente". Carolina conta também que foi nesse momento que se apaixonou pela área internacional e descobriu que gostaria de voltar a estudar fora do país.

Após se formar, Carolina decidiu se engajar na área de responsabilidade social, utilizando seus conhecimentos de Comunicação para o terceiro setor. Entrou entao para uma ONG chamada Cidadão Pró Mundo, como voluntária, e hoje já fazem 2 anos que ela está lá. A ONG dá aulas de inglês para crianças, jovens e adultos carentes. O projeto impacta mais de 1500 pessoas e são mais de 600 voluntários fazendo esta roda girar.

Foi depois de sair do emprego no qual atuava que Carolina decidiu se dedicar a encontrar mais um intercâmbio para continuar seus estudos. Após muita pesquisa ela acabou se deparando com o Endeavour. Carolina diz que foi a Austrália quem a escolheu, já que ela realmente não imaginava que um dia faria mestrado por lá.  Depois disso foi um ano e meio de preparo para reunir toda a documentação e ter tudo pronto para poder se inscrever.

Carolina escolheu um mestrado em Development Studies em Melbourne. Este é um mestrado voltado para a prática, logo ela não precisou apresentar um projeto de pesquisa, como a maioria dos outros contemplados. Serão dois anos de curso, e ela pretende fazer um estágio em uma agência internacional de desenvolvimento australiana. Isso é permitido no programa, e foi essa uma das razões que a fizeram escolher Melbourne.

"Será um mundo novo cheio de oportunidades! Quero aproveitar tudo que a Universidade e a cultura australiana tem a oferecer. É uma oportunidade única de aprendizado e tenho a consciência da responsabilidade que isso implica também. É a realização de um sonho"

Quando voltar, Carolina espera desenvolver três projetos: O primeiro  é estabelecer uma cooperação com a USP, com o centro de estudos SustenCOM (Observatório de Responsabilidade Social, Sustentabilidade e Comunicação), desenvolvendo projetos parceiros com Melbourne. O segundo seria realizar um projeto chamado ?talking to australia? em parceria com a ONG na qual trabalhou. No projeto, os alunos da ONG entrariam em contato e poderiam conversar com australianos de verdade. O terceiro é trabalhar na área.

Desejamos muito sucesso para a Carolina nesta nova etapa!

 

Destino Adelaide

Marco é um cidadão do mundo. Ele tem 28 anos, é natural de Curitiba, mas já não mora la há alguns anos. Ele passou 7 ou 8 anos no litoral do Paraná, onde fez graduação em oceanografia e mestrado em zoologia e biologia marinha. Depois se mudou para São Sebastião e atualmente mora em Santos, em São Paulo, onde faz doutorado em ciência marinha.

Depois de todo este histórico, não é de se estranhar que o Marco tenha escolhido a Austrália como destino para o desenvolvimento da sua pesquisa de doutorado. De acordo com ele foi o know how e a qualidade dos pesquisadores australianos nesta área que o atrairam, além, é claro, da grande variedade de vida marinha que existe no país.

Para o Marco, o processo de seleção para o programa Endeavour Scholarships and Fellowships foi muito intuitivo: ?A inscrição exige uma certa dedicacao porque existem vários trâmites legais e academicos que precisam ser feitos, como as cartas de recomendação, por exemplo. Tem que ser feito com certo cuidado e tempo, mas com dedicação o processo se torna facil.?

Marco começará em breve a estudar na Universidade de Adelaide, no departamento de Ciências Biológicas, na área de mudanças climáticas. Ele vai ficar por lá durante 6 meses, e quando voltar ao Brasil ainda vai ter mais dois anos de estudo para concluir seu doutorado.

Desejamos ao marco muito sucesso e boas vindas à Austrália!

 

 

PhD em Sydney : Energia solar!

Lucas Nascimento veio de florianopolis, onde se formou em Engenharia Elétrica na Universidade Federal de Santa Catarina. Desde o inicio da faculdade ele começou a pesquisar energia solar, um tema que nunca largou e que leva agora já para o doutorado.

Durante sua historia com a energia solar, Lucas teve a oportunidade de conhecer um grupo de pesquisadores australianos da área, que vieram em 2013 da Universidade de New South Wales para visitas aos centros de pesquisas brasileiros. Ali começou um contato que ele manteve durante os anos, e que deu frutos agora, no momento de pleitiar uma vaga para ir para a Austrália.

Com este primeiro contato estabelecido, e com um orientador brasileiro que fez todo o doutorado e pós doutorado na Austrália, não faltaram indicações para o Lucas no momento de se inscrever para o programa PHD.

Assim, ele descreve que o processo de inscriçao foi rápido e claro:

?As informações do edital eram bem claras em relação à documentação e ao que era necessário para que se tivesse uma proposta bem estruturada. Assim que recebi o formulário de inscrição, entrei em contato com a UNSW e eles prontamente me responderam e se mostraram interessados em me receber. Logo em seguida comecei a preparar a documentação. Entao foi um processo super rapido. Entre uma e duas semanas para fechar toda a inscrição?

Com toda essa relação com a Austrália, as expectativas do Lucas não podiam ser maiores:

?Quando a gente se especializa muito em uma area, o que a gente mais quer no mundo é ir para um lugar que tenha um centro super especializado no que a gente faz. E a UNSW foi a primeira universidade na Austrália a criar um curso específico de engenharia solar. E quem ajudou a construir este curso foi um pesquisador australiano chamado Martin Green, que hoje é o maior pesquisador no mundo em energia solar. Eu estou indo exatamente para o laboratório dele! E qual é a minha expectativa? Não tenho nem palavras! As maiores possíveis. De poder representar meu país e atender às expectativas tanto do nosso grupo de pesquisa de Florianópolis, quanto do pessoal da Austrália?

O Lucas está indo para a Austrália sem se esquecer do que vai trazer de volta para o brasil depois de toda essa jornada:

?A gente espera ter pelo menos dois artigos internacionais que mostrem as sinergias entre brasil e asutralia. Assim como os dois países são muito parecidos, por exemplo, na agricultura, na energia solar nós também temos muito em comum: o mesmo clima, níveis de radiação muito parecidos, etc. Então os resultados são muito parecidos quando comparamos Brasil e Austrália na minha area de pesquisa. E a ideia  é justamente traçar esta comparação entre os dois países. As sinergias que a gente pode ter na área de energia solar, já que os países compartilham de um mesmo clima. Basicamente estes dois artigos que estamos esperando seguirão essa linha de pesquisa, e o que ver depois não sei exatamente, mas para comecar, os artigos consolidarão uma boa parceria.?

Desejamos boa sorte ao Lucas, que embarca este mês para Sydney, com a certeza de que desenvolverá grandes projetos enquanto estiver na Austrália!

 

 

Ecologia em Camberra

Carolina Freitas sempre gostou de conhecer o mundo. Arrumar as malas e zarpar já não é um grande desafio para a pernambucana que nasceu em Recife, mora em Natal, fez graduação no Rio de Janeiro e mestrado em Manaus! A multiculturalidade já faz parte dela, mas agora, rumo a mais um destino, parece que a ficha ainda não caiu.

A Carol foi uma das 6 selecionadas (entre mais de 400 inscritos) para ganhar um intercâmbio para a Austrália para desenvolver uma pesquisa que faz parte do seu pós doutorado.

Este mês ela parte para Camberra, capital da Austrália, para estudar ecologia humana na Australia National University, uma das maiores e mais conhecidas universidades do país.

Na bagagem ela leva um mestrado em ecologia com vários trabalhos na área de etnoecologia, e também uma grande expectativa:

?A Austrália sempre foi um lugar que me despertou muito interesse, e eu sempre ouvi comentarios muito positivos sobre o país. Alem disso, para a minha área, é um país muito completo. Juntando a questao profissional com a pessoal (sempre li e ouvi que a qualidade de vida lá é incrível, que é um lugar muito bom para se viver), a Austrália parece o lugar perfeito?

Carolina ficou sabendo da seleção depois de receber um email de um site de divulgação de oportunidades de intercâmbio, e a partir dai resolveu se dedicar ao processo seletivo. Como ela estava em campo quando as inscrições abriram, teve que correr para juntar toda a documentação a tempo, mas a resposta rápida dos pesquisadores com os quais irá trabalhar na Austrália, ela conseguiu. Depois disso, o processo fluiu naturalmente. Ela foi chamada para uma entrevista e logo mais recebeu o resultado. Agora, é só embarcar!

 

     

Herói nacional (e internacional!)

Thiago é brasileiro! Ele nasceu no Rio Grande do Sul, mas há 12 anos decidiu que gostaria de viver em outro país, e o grande escolhido foi a Austrália! Depois de alguns anos morando em Sydney, Thiago conquistou a cidadania Australiana, e hoje vive na cidade, onde dá aulas de Jiu-Jitsu, esporte que pratica há muitos anos, e no qual se tornou cinco vezes campeão na Austrália!

Tudo corria tranquilamente quando em uma manhã, enquanto dirigia para sua academia, Thiago avistou um turista Indonésio sendo assaltado. No mesmo instante ele parou o carro e correu para ajudar o rapaz que havia sido atacado, levando água para ele.

Quando dirigiam para a delegacia, avistaram o assaltante, e Thiago então resolveu ir atrás do mesmo, e conseguiu imobilizá-lo e aguardar até que a polícia chegasse ao local. Isso tudo enquanto o criminoso mordia o braço do lutador!

O heroísmo do Thiago não foi tratado levianamente. Ele foi o primeiro brasileiro a ser condecorado pela polícia australiana, em uma cerimônia oficial em homenagem a seu feito heróico.

A história repercutiu em jornais nacionais na Austrália e também aqui no Brasil, e as habilidades de Jiu-Jitsu de Thiago ficaram ainda mais famosas, assim como sua solidariedade!

Além de todo o sucesso, Thiago tem também uma mãe orgulhosa aqui no Brasil, que fez questão de contar pra gente tudo sobre a atitude do seu filho! Afinal não é pra menos, não é mesmo?

Confira as notícias australianas:

http://www.dailytelegraph.com.au/news/jiu-jitsu-champ-thiago-braga-pins-down-alleged-robber-after-being-hit-with-capsicum-spray-in-pyrmont/news-story/0697203c331d66b11d5bc463cfc61c20

http://www.smh.com.au/nsw/australian-jiujitsu-champion-saves-tourist-from-pyrmont-robbery-20150607-ghiib1.html

 

Ciência em foco!

?A Austrália me deu grandes oportunidades e hoje me sinto realizado em estar nesse país incrível e fazendo o que eu gosto?

Renan é brasileiro e mora na Austrália há 3 anos e meio! Depois de uma graduação em biologia e um mestrado em comportamento e biologia animal no Brasil, ele decidiu que era hora de viver novas experiências e crescer profissionalmente. Foi aí que veio a ideia de ir morar em um outro país, e, depois de muita pesquisa, decidiu que a Austrália seria ideal. Afinal, a fauna no país é mesmo de impressionar! 

Ele e a esposa, a Aline, embarcaram então para esta nova aventura em Brisbane, e, mesmo sem ser fluente em inglês, Renan estava determinado! Depois de algum tempo no país com o visto de estudante estudando a língua, ele conseguiu alguns empregos, entre eles um que lhe abriu várias portas!

Foi como assistente de pesquisador no departamento de ecossitemas terrestres no Museu de Queensland que ele começou a trabalhar com... caranguejeiras! A partir deste trabalho ele conseguiu uma bolsa de doutorado na Universidade de Queensland para estudar o potencial do veneno para uso farmacêutico e anti-câncer!

O sucesso foi tanto que o Renan pôde ver seu nome estampado em grandes jornais e programas de TV australianos! E o sonho dele não para por aqui! Ele pretende ser professor universitário quando terminar seu doutorado.

E sobre a sua experiencia na Austrália, ele não esconde: ?Aqui a melhor coisa é ser valorizado e reconhecido profissionalmente, a qualidade de vida, excelente infra-estrutura dos lugares turísticos e a segurança. Sempre procuramos participar de eventos como shows, festivais, teatro, atividades culturais, etc. Aqui em Brisbane, podemos usufluir de muitas atividades gratuitas e ao ar livre. Adoramos a vibração positiva dessa cidade!?

Conheça mais sobre o Renan:

Queensland Museum:

http://blog.qm.qld.gov.au/2013/10/18/collecting-and-studying-tarantulas-in-far-north-queensland-2/

Courier mail:

http://www.couriermail.com.au/questnews/north/queensland-museum-scientists-to-study-60-live-tarantula-specimens/story-fni9r0jy-1226748402381

Totally Wild:

http://tenplay.com.au/channel-eleven/totally-wild/season-22/episode-173

Entrevista para ABC radio: 

http://www.abc.net.au/news/2016-01-16/tarantulas-milked-to-discover-new-spiders-medical-breakthroughs/7088714

 

          

      

Samba no pé, sorriso no rosto e vamos para a pista!

Mishel é uma australiana nascida em Brisbane, em uma casa de amantes da dança! Sua infância foi cercada de muito movimento e alegria, e,  ao completar 21 anos, Mishel resolveu que gostaria de aprender o português, e qual lugar melhor para isso do que o Brasil?

Mas, ao chegar no Rio de Janeiro, ela viu que o idioma não era só o que aprenderia. Ela se apaixonou pela dança e acabou passando dois anos no país como aprendiz das Rainhas de Bateria de algumas das principais escolas de samba cariocas.

Mishel voltou para a Austrália mas sua paixão não acabou! Em 2014 ela foi a primeira australiana da história a ser nomeada Rainha do Samba e a participar de um desfile na Sapucaí!

Depois de todo este sucesso, a dançarina vive na Austrália gerenciando uma escola de samba, e todos os anos faz viagens para o Brazil com um grupo de australianos que também querem conhecer a magia do carnaval e do samba brasileiros!

 

 

?A lição mais importante que tirei de tudo isso foi a aceitação e respeito?

Assim Rafaela conclui sua história na Austrália, que, de acordo com ela, mudou a sua vida. É verdade que se mudar para um novo país é uma grande aventura, mas Rafaela está certa! aceitando o fato de que cada cultura tem suas particularidades, e respeitando todas essas diferenças, esta aventura só trará lições positivas!

Rafaela foi para a Austrália pela primeira vez em 2006, quando havia se inscrito em um curso de ?Business Marketing? para alavancar a carreira em hotelaria e turismo. Ao chegar em Sydney ela começou a morar com uma família australiana, em um típico ?homestay?, como é chamado este tipo de hospedagem. 

Depois de algum tempo na cidade, a estudante conseguiu um emprego como assistente de garçom, no qual era paga diariamente e onde tinha direito a refeições diárias. Ela conta que, com o dinheiro de um dia de trabalho ela conseguia pagar o transporte de toda a semana, e juntava o resto do dinheiro para eventuais despesas.

No segundo mês na cidade, Rafaela se mudou do homestay para morar com amigos em um apartamento em Manly. Foi por lá que ela permaneceu por mais tempo, e também onde conheceu seu marido. Ela tambem morava lá quando conseguiu um emprego oficial em um escritorio!

O tempo passou e Rafaela se mudou para Camberra com o marido, onde trabalhou na sua área no AIS (Australian Institute of Sports). Ela e o marido ficaram na cidade por 4 anos, até 2014, quando mergulharam em uma nova aventura: viajar toda a Austrália de trailer! Foram 6 meses de viagem e um blog para contar todas as aventuras aos amigos e admiradores!

Depois de oito anos e meio de aventuras na Austrália, eles resolveram que o Brasil era o próximo destino. Hoje moram em São Paulo, e não abandonaram a paixão por viage